Pindorama - Tempos de Tormento e Tortura
A cítara emite o doce lenitivo da música , expressando a excelsa elevação do espírito humano .
O livro que traduz a riqueza do saber mundano e acadêmico numa verdadeira linguagem universal .
A pintura que expressa a beleza e a sensibilidade do gênio artístico, jorrando entre pincéis e cores .
A espada que imprime a marca da defesa e o poder da lâmina aplacando de forma cruenta, o mal pela raiz .
O xadrez que simboliza o cultivo da perspicácia, da inteligência, da arte estratégica, amplamente empregada em tempos de guerra ou de paz .
Em Pindorama , nos tormentosos dias de hoje , que modorrentos se arrastam, quando deveriam passar à jato, o xadrez que vigora , infelizmente, tem outro sentido , mostrando o cárcere, a masmorra , empregados para conter o malfadado crime que medra , como metástases de um medonho cancro, nas esferas palacianas, ou seja : no executivo , legislativo e judiciário , no pobre torrão de três cores : verde - amarelo - vermelho .
Já ecoam nos nossos ouvidos , os estertores de um burgo em agonia , misturados com o rufar agourento dos tambores da Batalha do Armagedom .Tardiamente , o bicho - homem irá entender que de nada servem os falaciosos postulados dos larápios que levam vantagem em tudo , frente à cristalina verdade de que " Deus mira as mãos limpas, não as cheias " .
Beirando o abismo, Pindorama segue sua triste sina !
De onde virá a mão salvadora? .
Ponto Final !
Foto que ilustra a crônica: Praça Rogério Froes, em Fortaleza.
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