sexta-feira, 2 de outubro de 2020

 Árvores São Poemas

"Árvores são poemas
Que a terra escreve no céu.
Nós as derrubamos
E as transformamos em papel
Para que possamos registrar nosso vazio "

Poema de Khalil Gibran (1883 - 1931 ), artista , poeta e escritor libanês americano. No mundo árabe, Gibran é reconhecido como um rebelde político e literário.

A imagem pode conter: céu, árvore, nuvem, crepúsculo, planta, atividades ao ar livre e natureza

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

 "Perguntei à terra,

Perguntei ao mar e profundezas,
Entre os animais viventes às coisas que rastejam.
Perguntei aos ventos que sopram aos céus,
Ao sol, à lua , às estrelas,
E a todas as coisas que se encontram às portas da minha carne...
Minha pergunta era o olhar com que as olhava.
Sua resposta era a sua beleza..."

Agostinho de Hipona (354 d.C - 430 d.C ).

"O bem supremo é como a água.
A água dá vida às dez mil coisas e não se esforça.
Ela flui...
O caminho do sábio é trabalho sem esforço.
Portanto o sábio vai por aí fazendo nada.
O homem verdadeiramente bom nada faz
E nada fica não feito.
O tolo faz coisas o tempo todo
E , entretanto, muito fica sem que seja feito."

Tao Te Ching , Lao Tse ( 604 - 517 a.C. ).

Foto que ilustra o texto : Cair da tarde no Porto das Dunas , Eusébio, Ceará.

A imagem pode conter: céu, nuvem, crepúsculo, atividades ao ar livre e natureza

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

 A Verdade É Como As Estrelas

"A verdadeira luz é aquela que emana de dentro de uma pessoa.
Revela os segredos do coração à alma, deixando -a feliz e contente com a vida .
A verdade é como as estrelas. Só aparece por trás da obscuridade da noite.
A verdade é como todas as coisas belas do mundo. Só revela seus atrativos para aqueles que primeiro sentem a influência da falsidade.
A verdade é uma profunda bondade que nos ensina a nos contentarmos na vida cotidiana e a compartilharnos com as pessoas a mesma felicidade ."
Texto de autoria de Kahlil Gibran ( 1883 - 1931 ): ensaísta, filósofo, prosador , poeta , conferencista e pintor de origem libanesa.

Foto que ilustra a crônica: final de tarde na Lagoa da Precabura , entre Fortaleza e Eusébio.

A imagem pode conter: céu, nuvem, crepúsculo, árvore, atividades ao ar livre, natureza e água

domingo, 27 de setembro de 2020

 A Flor e a Fonte

"Deixa - me, fonte!"Dizia/A flor, tonta de terror./E a fonte, sonora e fria,/Cantava, levando a flor./"Deixa - me, deixa - me, fonte!"/Dizia a flor a chorar: /Eu fui nascida no monte.../"Não me leves para o mar"/E a fonte, rápida e fria,/Com um sorriso zombador, /Por sobre a areia corria,/Corria levando a flor./Ai, balanços do meu galho,/"Balanços do berço meu;/"Ai, claras gotas de orvalho/Caídas do azul do céu!.../Chorava a flor e gemia,/Branca , branca de terror,/E a fonte , sonora e fria/ Rolava levando a flor./"Adeus, sombra das ramadas,/Cantigas do rouxinol;/"Ai, festa das madrugadas,/"Doçuras do pôr do sol"./ Carícia das brisas leves/"Que abrem rasgões de luar.../Fonte , fonte , não me leves,/"Não me leves,/"Não me leves para o mar!.../As correntezas da vida/E os restos do meu amor/Resvalam numa descida/Como a da fonte e da flor".

Poesia de Vicente de Carvalho ( 1866 - 1924 ) , advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista , nascido em Santos , SP. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 29.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, oceano, água, céu, atividades ao ar livre e natureza

 Violões Que Choram...

""Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento.

Noites de além, remotas, que eu recordo,
Noites da solidão, Noites remotas
Que nos azuis da Fantasia bordo,
Vou constelando de visões ignotas.

Sutis palpitações à luz da lua,
Anseio dos momentos mais saudosos,
Quando lá choram na deserta rua
As cordas vivas dos violões chorosos.

Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliciando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.

Harmonias que pungem , que laceram,
Dedos nervosos e ágeis que percorrem
Cordas e um mundo de dolências geram
Gemidos, prantos, que no espaço morrem...

E sons soturnos, suspiradas mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre ramagens frias.

Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

Tudo nas cordas dos violões ecoa
E vibra e se contorce no ar , convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.

Que esses violões nevoentos e tristonhos
São ilhas de degredo atroz, funéreo,
Para onde vão, fatigadas do sonho,
Almas que se abismaram no mistério. "

Um dos mais belos poemas de João da Cruz e Sousa (1862 - 1898), catarinense , e principal representante do movimento simbolista brasileiro, considerado o "Dante Negro".
Filho de ex - escravos, teve sua educação patrocinada pelo coronel Xavier de Sousa.
Casou- se com Gavita Gonçalves em 1893 e com ela teve 4 filhos , dos quais 2 foram cedo levados pela tuberculose.
Cruz e Sousa morreu aos 36 anos , consumido pela Peste Branca, a tuberculose.
Obras publicadas em vida : " Missal" , e, "Broquéis ".

Ilustra a matéria: " Mulher com Guitarra " , da autoria de Pierre - Auguste Renoir ( 1841 - 1919 ) , do movimento impressionista.

A imagem pode conter: 1 pessoa, violão

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 A Primavera Chegou

"Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim,
A segunda é ver o outono,
A terceira é o grave inverno,
Em quarto lugar o verão,
A quinta coisa são teus olhos.
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando" ( Pablo Neruda: 1904 - 1973 ).

As estações como símbolos universais representam o nascimento, crescimento , morte e renascimento, como ciclos regulares da natureza e da vida humana.
A Primavera é associada à deusa Afrodite ou Vênus, na mitologia romana; ao deus Hermes ou Mercúrio na mitologia romana; e , à Flora , deusa das flores.
As flores simbolizam a primavera, época em que a maioria delas desabrocha: representam , também, a brevidade da existência com o ser humano que desabrocha, cresce e depois cai, como uma flor. Brancas , as flores remetem à perfeição, à pureza e à inocência.
Vermelhas, são símbolos do coração apaixonado e do amor físico. Os espinhos representam as dores de amor . Ave Maria !

" Se você encontrar a Rosa
E a malvada perguntar por mim
Diz a ela que a saudade ainda é
A flor do meu jardim.
As Hortênsias, Margaridas, Magnólias,
Foram flores que murcharam
No canteiro do meu peito,
Mas a Rosa, mas a Rosa,
É o meu amor perfeito"
Composição musical de Ataulfo Alves (1909 - 1969 ) e Wilson Batista ( 1913 - 1968 ).

"A sorrir você me apareceu
E as flores que você me deu
Guardei no cofre da recordação,
Porém depois você partiu
Pra muito longe e não voltou
E a saudade que ficou
Não quis abandonar meu coração.
A minha vida se resume
Oh ! Dama das camélias
Em duas flores sem perfume
Oh ! Dama das camélias "

Composição musical de Alcyr Pires Vermelho (1906 - 1994 ).

A imagem pode conter: planta, flor, árvore, atividades ao ar livre e natureza

domingo, 20 de setembro de 2020

 Pacoti , Máquina de Gols do Norte.

Francisco Nunes Rodrigues, Pacoti, nasceu no dia 26 de dezembro de 1933 , na cidade de Quixadá, no sertão central do Ceará. Iniciou a vida de futebolista no time do Bangu , de sua cidade natal , nos anos de 1952 e 1953. Migrou no ano seguinte, 1954, para a capital , Fortaleza com fins de atuar no time do Nacional , clube pertencente aos Correios e Telégrafos, do Governo Federal. No íntimo, Pacoti , tinha consciência da brevidade da vida de atleta e visava um emprego federal para acomodar um futuro tranquilo. O próximo pouso foi atuar no Ferroviário Atlético Clube, ligado à outro órgão federal , no caso , a Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima ( RFFSA) onde permaneceu de 1955 a 1957. Em dupla de área com um ponta de lança oriundo de Juazeiro do Norte, Zé de Mello, os dois com raro faro de gol fizeram fama.

Na história do Ferrão da Barra , um atacante conhecido por Macaco figura como artilheiro - mor com 115 gols em 194 jogos, seguido por Fernando , com 109 gols em 328 jogos. Zé de Mello , vem logo depois com 95 gols em 137 refregas. E Pacoti cravou a marca de 51 gols em apenas 78 partidas , atingindo uma significativa média de 0,65. Com pinta de goleador , Pacoti , busca novos ares , agora no Sport Clube do Recife onde tornou - se o artilheiro do campeonato de 1958 , marcando 36 gols em 18 partidas. Passou assim a ser denominado de Máquina de Gols do Norte. Pacoti integrou a seleção pernambucana que representou o Brasil , na chamada Seleção Cacareco , em competição internacional onde logrou um terceiro lugar.

O próximo pouso de Pacoti deu - se no glorioso Vasco da Gama de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro , juntando - se à nata de atletas brasileiros. Em 1960 , Pacoti foi cedido por empréstimo à Portuguesa Santista , onde permaneceu por pouco tempo. Depois foi negociado com o Sporting de Lisboa onde conquistou 2 títulos nacionais. Voltando ao Brasil , integrou o time do Olaria do Rio de Janeiro , em breve passagem e dali seguiu para o time do Valência , da Venezuela , atuando por duas temporadas e sendo campeão de um certame.
Retornando ao Brasil , encerrou sua rica carreira , no time de seu coração, o Ferroviário Atlético Clube , no ano de 1968.

A foto que ilustra esta crônica mostra o atleta Pacoti, o primeiro à esquerda, seguido do Dr. Clayrton Weyne e Sebastião Belmino, dois atletas do copo e nobres errevecianos .

Aí é Ferrim, meu filho !

A imagem pode conter: 3 pessoas, noite, bebida, listras e área interna, texto que diz "小 2010/03/05 2010 20:45"