segunda-feira, 26 de março de 2018



Domingo do pé de cachimbo em meu recanto no Porto das Dunas, sob a proteção divina e pesaroso pela atual situação de penúria da minha Terra de Luz , sedenta de Água e de Justiça! Morrendo e resistindo ; resistindo e morrendo!
"Se eu conversasse com Deus /iria Lhe perguntar /por que é que sofremos tanto /quando viemos para cá? /que dívida é essa /que o homem tem que morrer pra pagar? /perguntaria também /como é que Ele é feito /que não come, que não dorme /e assim vive satisfeito /por que foi que Ele não fez/a gente do mesmo jeito? /por que existem uns felizes /e outros que sofrem tanto /nascidos do mesmo jeito/criados no mesmo canto?/quem foi temperar o choro /e acabou salgando o pranto? "

Poema O Mal e o Sofrimento, de autoria do Príncipe dos Poetas , Leandro Gomes de Barros (1865- 1918 ), paraibano nascido no município de Pombal .

Para a Dra. Sidneuma Ventura.
 — em  Praia Porto das Dunas.




O véu da noite lentamente cobrindo a face da terra no Porto das Dunas nesse domingo de expectativas sob o signo da violência ora reinante !

"Se um país é regido pelos princípios da razão, a pobreza e a miséria são objetos de vergonha. Se um país não é regido pelos princípios da razão, a riqueza e as honras são objetos de vergonha" ( Confúcio, século V A. C. ).

"Ouro amarelo, fulgurante, ouro precioso /basta uma porção dele para fazer do preto, branco;do feio, belo; do errado, certo /do baixo, nobre; do velho, jovem; do covarde, valente /ó deuses ! Por que isso?/o ouro arrasta os sacerdotes e os servos para longe do seu altar/ arranca o travesseiro onde repousa a cabeça dos íntegros / esse escravo dourado ata e desata vínculos sagrados /abençoa o amaldiçoado/torna adorável a chaga repugnante /nomeia ladrões e lhes conferem títulos, genuflexões e a aprovação na bancada dos senadores /é isso que faz a viúva anciã casar - se de novo/venha, mineral execrável, prostituta vil da humanidade / eu o farei executar o que é próprio da sua natureza " (Shakespeare , 1623).
 — em  Parque do Cocó.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Num Circo Mambembe


Um espetáculo circense pífio, onde desajeitados palhaços, literalmente, de luto fechado, interpretaram uma piada de mal - gosto e que varreu Pindorama , de cabo a rabo. Utilizou - se na ocasião uma linguagem truncada e rebuscada, imprópria para menores de 18 anos.
Um imenso público, de cenho cerrado , onde ninguém sorria, apenas ruminava uma surda revolta.
Enfim, o circo mambembe, com uma troupe ruim , encerrou o triste espetáculo sob um sonoro coro de vaias.
Bem - feito!
Arrocha a vaia, pessoal!
Mais um pouquinho, pessoal !

quinta-feira, 22 de março de 2018

Uma Peleja Decisiva Para Têmis 
Para o Dr. Florentino Cardoso



Hoje , num país de futuro incerto, situado onde o cão perdeu as esporas, uma representante da deusa Têmis, de cabelos banhados de neve, com a face riscada de profundos sulcos talhados pelas mãos do tempo, preside uma séria peleja . Tudo em nome da Equidade (Diké), da Eunomia (A boa ordem) e da Paz (Eirene).
Vetustas figuras trajando luto fechado, de sobrenomes estramboticos irão travar uma verdadeira batalha. A Nação espera e anseia que a referida peleja de egos , não esgarce a venda dos olhos da Justiça, nem quebre sua Espada , nem ponha um calço em sua Balança.
Por Zeus, não empurrem a Nação rumo ao precipício.
Juízo, Senhores, é o que rogamos !

terça-feira, 20 de março de 2018


LIBERDADE/ANARQUIA X MALUCO BELEZA

Para Andrei e Viviane: Ex Abundantia Cordis!



“Ansiamos por um mundo baseado em quatro liberdades humanas essenciais. A primeira é a liberdade de pensamento e expressão – em qualquer lugar do mundo. A segunda é a liberdade de cada pessoa venerar Deus de sua própria maneira – em qualquer lugar do mundo. A terceira é estar livre do desejo... em qualquer lugar do mundo. A quarta é estar livre do medo... em qualquer lugar do mundo.”

Mensagem do presidente americano Franklin Delano Roosevelt (1882 -1945) enviada ao Congresso Americano em 6 de janeiro de 1941, com o nome de “As quatro Liberdades”.

“Ser governado é ser vigiado, inspecionado, espionado, dirigido, guiado por leis, numerado, regulado, registrado, doutrinado, receber um sermão, controlado, verificado, estimado, avaliado, censurado, comandado por criaturas que não têm o direito nem a sabedoria nem a virtude de fazer isso... é ser...registrado, contado, taxado, carimbado, medido, numerado, determinado, licenciado, autorizado, admoestado, impedido, proibido, reformado, corrigido, punido. É, sob o pretexto do interesse público... ser colocado sob contribuição, ser treinado, enganado, explorado, monopolizado, extorquido, apertado, trapaceado, roubado; aí, ao menor sinal de resistência, à primeira palavra de reclamação, ser reprimido, multado, vilificado, assediado, caçado, abusado, espancado, desarmado, amarrado, sufocado, aprisionado, julgado, condenado, ferido, deportado, sacrificado, vendido, traído e, para coroar isso tudo, zombado, ridicularizado, desprezado, ultrajado, desonrado. Isso é o governo; essa é a justiça; essa é a moral”.

Pierre Joseph Proudhon (1809- 1865), teórico socialista francês, anarquista, autor do texto acima, para quem a violência grave e o caos social não são provocados por indivíduos ou pequenos grupos de indivíduos, mas pelo próprio Estado. Ele defendia que “A propriedade é um roubo. Queremos a propriedade para todo mundo”

Raul Seixas (1944 –1989), o baiano maluco beleza, participou de um programa infantil televisivo no dia 3 de junho de 1983 apresentando a música “Carimbador Maluco”, com clara alusão ao texto do anarquista Proudhon, acima descrito. Coisas de Raul Seixas, a arengar com os donos do poder à época.

Liberdade (Roosevelt) e Anarquia (Proudhon): são antípodas.  No meio, Raul Seixas, representa o escracho maneiro:
“5...4...3...2/ parem! Esperem aí/onde é que vocês pensam que vão?/ han, han/ Plunct Plact Zum/não vai a lugar nenhum!!/tem que ser selado, registrado, carimbado/avaliado, rotulado, se quiser voar/pra lua : a taxa é alta/pro sol: identidade/mas pro seu foguete viajar pelo universo/ é preciso meu carimbo dando sim/sim, sim, sim/o seu Plunct Plact Zum/não vai a lugar nenhum/mas ora, vejam só, já estou gostando de vocês/aventura como essa eu nunca experimentei/o que queria mesmo era ir com vocês/mas já que não posso/ boa viagem, até outra vez/ agora o Plunct Plact Zum/pode partir sem problema algum/boa viagem, meninos, boa viagem”

Plunct Plact Zum seria uma onomatopeia do barulho do carimbo comumente utilizado à época do rigor burocrático. Ponto para o maluco beleza!




domingo, 18 de março de 2018


EVALDO GOUVEIA/JAIR AMORIM
SENTIMENTAL DEMAIS




“Sentimental eu sou/eu sou demais/eu sei que sou assim/porque assim ela me faz/as músicas que eu/vivo a cantar/tem o sabor igual/por isso é que se diz/como ele é sentimental/romântico é sonhar/e eu sonho assim/cantando essas canções/para quem ama igual a mim/e quem achar alguém/como eu achei/verá que é natural/ficar como eu fiquei/cada vez mais sentimental”   Canção Sentimental Demais, da autoria de Evaldo Gouveia – Jair Amorim.

Evaldo Gouveia de Oliveira nasceu no dia 8 de agosto de 1928 na cidade de Orós, no interior do estado do Ceará. Seus pais foram: José Augusto de Oliveira, dono de uma mercearia, e Maria Gouveia Filha, prendas do lar. Cedo, a família transferiu-se para Iguatu, onde Evaldo obteve seu registro como cidadão iguatuense. Já sem a presença do pai, o garoto Evaldo, apenas com a mãe, a avó e um irmão, transferiu-se para Fortaleza, contando com 11 anos de idade.  Aos 12 anos, Evaldo já mostrava certa intimidade com o violão. Certa feita, ainda menor de idade, Evaldo foi convidado para tocar numa casa alegre no centro boêmio de Fortaleza, propriamente, na Pensão Imperial, conhecida como Cabaré da Iracema, situada na rua Barão do Rio Branco, próxima da rua Senador Alencar, substituindo um músico adoentado. Conseguiu por mérito, seu primeiro emprego para ajudar nas combalidas finanças de sua família. Na ocasião, o aprendiz de boêmio, trabalhava num pequeno comércio localizado próximo ao Mercado Central de Fortaleza , onde fez curso na universidade da vida com homens e mulheres da noite.

Dali para cantar em programas de calouros atuando na Ceará Rádio Clube, foi um pulo, conduzido pelas mãos do radialista Paulo Cabral, onde passou a receber um salário de 20 mil reis por mês. Por influência do Trio Irakitan, oriundo de Natal, no Rio Grande do Norte, Evaldo Gouveia, com 16 anos, Mário Alves (alfaiate, cantor e boêmio) com 36 anos e Epaminondas Souza com 17 anos, criaram o Trio Nagô. O repertório inicial do novel grupo constava das seguintes canções: Ave Maria no Morro, de Herivelto Martins; Jezebel, de Wayne Shanklin e Caribé Rocha; e, Boiadeiro, de Armando Cavalcante e Klesius Caldas.

Assim correram o mundo, a Europa, França e Bahia, encantando plateias. Na década de 70, mais precisamente, em 1974, o Trio Nagô se desfez e Evaldo Gouveia seguiu uma sólida carreira solo de cantor e compositor eclético. É quando surge a figura de Jair Amorim (1915-1993) na parada para formar uma dupla que elaborou cerca de 150 composições em vários gêneros: bolero, samba-canção, tango, música sertaneja e samba-enredo.
“Alguém me disse/que tu andas novamente/de novo amor, nova paixão/toda contente/conheço bem tuas promessas/outras ouvi iguais a essas/esse teu jeito de enganar/conheço bem/pouco me importa/que tu beijes tantas vezes/e que tu mudes de paixão/todos os meses/se vais beijar, como eu bem sei/fazer sonhar, como eu sonhei/mas sem ter nunca/o amor igual ao que te dei”  Canção Alguém me Disse , de autoria de Evaldo Gouveia – Jair Amorim.

“Que queres tu de mim?/ que fazes junto a mim?/ se tudo está perdido, amor/que mais me podes dar?/se nada tens a dar/que a marca de uma nova dor/loucura reviver/inútil se querer/o amor que não se tem/porque voltaste aqui?/se estando junto a ti/eu sinto que estou sem ninguém/que pensas tu que eu sou?/se julgas que ainda vou/pedir que não me deixes mais/não tenho que pedir/não sei o que pedir/se tudo que desejo é paz/que culpa tenho eu?/se tudo se perdeu/se tu quiseste assim/e então que queres tu de mim?/se até o pranto que chorei/se foi por ti, não sei”  Canção Que Queres Tu de Mim , de autoria de Evaldo Gouveia  - Jair Amorim.

Um certo dia, o tango irrompeu nas veias do boêmio Evaldo Gouveia. Umas vizinhas de apartamento que frequentavam a Boate Barbarella, em Copacabana, comumente, chegavam de madrugada, e colocavam na radiola velhos tangos de Carlos Gardel (1890- 1935). Assim nasceu um mimoso tango à brasileira:

“Hoje, alguém pôs a rodar/um disco de Gardel/no apartamento junto ao meu/que tristeza me deu/era todo um passado lindo/a mocidade vindo/na parede, me dizer/para eu sofrer/trago na vida agora calma/um tango dentro d’alma/a velha história de um amor/que no tempo ficou/garçom, põe a cerveja sobre a mesa/bandoneons, toquem de novo que Tereza/que esta noite vai ser minha/ e vai dançar/para eu sonhar/a luz do cabaré/já se apagou em mim/o tango na vitrola/também chegou ao fim/parece me dizer/que a noite envelheceu/que é hora de lembrar/e de chorar..”  Canção Tango pra Tereza, de autoria de Evaldo Gouveia - Jair Amorim.
Desde 1993, com a partida para as nuvens do destino, do companheiro Jair Amorim, o eclético Evaldo Gouveia continuou compondo e fazendo shows pelo Brasil afora. Suas músicas foram eternizadas por vozes de gigantes de nossa Música Popular Brasileira (MPB) como: Nelson Gonçalves; Anísio Silva; Altemar Dutra; Moacir Franco; Jair Rodrigues; Lúcio Alves; Cauby Peixoto; Ney Matogrosso; Emílio Santiago; Hebe Camargo; Ângela Maria; Maísa; Dalva de Oliveira; Gal Costa; Maria Bethânia; Ana Carolina; Simone; Joanna; Edith Veiga, dentre outros.

“Veja só, que tolice nós dois/brigarmos tanto assim/se depois, vamos nós a sorrir/ficar de bem, no fim/para que maltratarmos o amor/o amor não se maltrata não/para que se essa gente/o que quer é ver nossa separação/brigo eu, você briga também/por coisas tão banais/e o amor em momentos assim/ morre um pouquinho mais/e ao morrer, então é que se vê/que quem morreu fui eu e foi você/pois sem amor, estamos sós, morremos nós”  Canção Brigas, de autoria de Evaldo Gouveia  - Jair Amorim.

“Em teu olhar/busquei perdão/busquei sorriso e luz/achei meu sol/vivi meu céu/meu céu em teu olhar/olhando a ti/eu me perdi/pelos caminhos/quem me chamar/vai me encontrar/nos teus olhinhos/em teu olhar/estranho olhar/meu sonho um dia/ se acabou/nos olhos teus/ existe amor/ existe adeus” Canção Poema do Olhar, da autoria de Evaldo Gouveia – Jair Amorim.
E queima rapaziada!









quarta-feira, 14 de março de 2018

STEPHEN HAWKING E O MISTÉRIO MAIOR


ÀS ROSAS QUE ENFEITAM O JARDIM DA EXISTÊNCIA HUMANA



Em 2012, ao completar 70 anos, o físico teórico, matemático e cosmólogo britânico, Stephen Hawking respondendo a uma indagação sobre qual o maior mistério do universo, mandou ver um petardo certeiro:
“ As mulheres! Elas são para mim um completo mistério “. Não é pouco para quem lidou a vida inteira com enigmas gigantescos da ciência, como a criação do universo através do" Big - Bang ", os discutíveis “ Buracos Negros “ e a "Teoria do Tudo “, aquela que apresenta os fenômenos físicos do universo unificados sob um único padrão matemático. Acrescente-se a peleja duradoura que ele trava com uma impertinente e paralisante enfermidade, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
Stephen William Hawking nasceu no dia 8 de janeiro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, exatos 300 anos após a morte do gigante Galileu Galilei (1564 – 1642). Seu pai, Frank, era médico, e sua mãe, Isabel, secretária, moravam em Londres. O garoto nasceu em Oxford sob a proteção de um acordo de guerra entre ingleses e alemães, para que não houvesse bombardeios entre Heidelberg e Gottingen na Alemanha, e Cambridge e Oxford na Inglaterra. Stephen teve outros três irmãos: Phillipa, Mary e Edward, este último, adotivo. Sua infância transcorreu tranquila num ambiente de muita liberdade e com troca rica de conhecimentos. Stephen mostrou- se um aluno mediano até a adolescência quando passou a ser conhecido como
“Einstein“, talvez por sua bizarra aparência. Nos últimos anos escolares o jovem passou a despertar vivo interesse em física e matemática, que considerava matérias fáceis em demasia e por conta disso, chatas.

17 anos ingressou na Universidade de Oxford para um curso de física. Em 1962 chegou a Cambridge como estudante de pós-graduação em física para trabalhar com Fred Hoyle, o mais importante astrônomo inglês da época. Aos 21 anos de idade Stephen foi diagnosticado com uma séria doença degenerativa progressiva, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), de prognóstico sombrio. Por essa época conheceu Jane Wilde, sua futura esposa e uma brava guerreira. Em julho de 1965 por ocasião de seu casamento, a insidiosa doença paralisava boa parte de seu frágil corpo. A despeito de tudo, casal gerou três filhos: Robert, Lucy e Tim. Quando do nascimento deste último, Jane desencadeou um grave e duradouro quadro de depressão, por conta, talvez, de excessiva atividade laboral. Neste horizonte surge a figura de Jonathan, um músico e organista de uma igreja local, que entrou na vida do casal Stephen e Jane, inicialmente, apenas como um terapeuta. Seguiram – se momentos de turbulência que culminaram com o fim do casamento de Stephen e Jane em 1990.

Despontou na ocasião, Elaine Mason, uma enfermeira, mãe de dois filhos, esposa de um especialista em computação responsável pela elaboração de um programa para devolver a voz a Stephen. Em 1995, Elaine e Stephen contraíram matrimônio, e nove meses depois foi a vez de Jane e Jonathan fazerem o mesmo. Segundo as próprias palavras de Stephen, seu casamento com Elaine foi um evento apaixonado e tempestuoso, cheio de altos e baixos. Sabe –se, contudo, que essa sua companheira livrou- o da morte em mais de uma ocasião.

Em 2004, Stephen apresentou claros sinais de maus–tratos como escoriações no rosto e fraturas diversas espalhadas pelo corpo. No hospital onde buscou atendimento, em atitude estoica, Stephen isentou qualquer pessoa desta triste ocorrência. Em 2007 deu- se o divórcio com Elaine e a partir de então o bravo cientista passa a morar sozinho na companhia de uma governanta. O genial Stephen ora permanece casado fielmente, até que a morte os separe, com as musas cosmologia e física, numa bigamia salutar, autêntica e permitida, sem risco algum previsível de ruptura, seja a médio ou longo prazo desta pungente situação. Considerado o maior cientista vivo do planeta, não sem controvérsia, há que se convir, faz companhia a gigantes como, Isaac Newton, Galileu Galilei, Nicolau Copérnico e Albert Einstein. Stephen leva uma vida quase plena, posto que, a doença embora cause bloqueio de seus movimentos corporais, mantém íntegro o funcionamento do seu privilegiado cérebro. Ele acredita que as pessoas com deficiências devem se concentrar nas coisas que a desvantagem não as impede de fazer, e não lamentar as que são incapazes de realizar. Ateu confesso, Stephen defende a ideia de que o universo não foi criado, nem será nunca destruído: ele apenas é. Aceita o benefício da morte assistida e não crê em vida pós–morte.

Acredito eu, piamente, que não será com a retirada, pétala- a- pétala de uma mimosa flor que se irá descobrir o segredo da fragrância de uma rosa. Basta vivenciar o êxtase de ficar igual a uma criança diante de um bondoso Deus: embevecido, contrito e.... pronto. Pode estar aí o segredo inviolável da paixão pela mulher. Estas olorosas flores que ornamentam nossas vidas, mimosas, meigas, férteis e envoltas em mistérios profundos, constituem, sem medo de errar, o sal da vida. Sem elas, cabe afirmar, quase nada pode ser feito!
Segue um conselho a ser observado àquele que se preza, se dando bem e mostrando juízo neste mister:

“ Nada mais contraditório que ser mulher! Mulher que pensa com o coração, atua pela emoção e que vence pelo amor... que vive um milhão de emoções em um só dia, e transmite cada uma delas com uma só mirada ... que vive buscando a perfeição e segue tratando de descobrir desculpas para os erros daqueles a quem ama ... que hospeda no ventre outras almas, dá a luz e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que engendrou ....que dá as asas e ensina a voar, porém, não quer ver a partida dos pássaros, ainda que sabendo que eles não lhe pertencem ... que se enfeita toda e perfuma o casto leito, ainda que seu amor não perceba mais esses detalhes ... que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma, só para que ninguém o perceba... e ainda arrebanha forças, para dar consolo a quem se acerca a chorar em seu cálido ombro ...
Feliz o homem que, tão somente por um dia, saiba entender a alma da mulher! “ .
Aleluia!


Empreendeu viagem rumo a poeira das estrelas no dia 14 de março de 2018 , Stephen Hawking. Uma grande perda para a humanidade!